sábado, 14 de dezembro de 2013

RETORNO SOBRE O INVESTIMENTO

A taxa de retorno sobre o investimento (em inglês ROI – Return On Investiment) mostra a relação entre o lucro obtido e o capital investido por uma empresa (em percentagem).
Em geral, calcula-se através da seguinte fórmula:

ROI = Lucro / Investimento × 100

Mostra a rendibilidade do investimento realizado (quanto maior, melhor).

Processo de cálculo


Da Demonstração dos Resultados extraímos os seguintes dados:


Do Balanço extraímos os seguintes dados:


Equação fundamental da rendibilidade:


Interpretação dos rácios:

Rendibilidade das Vendas = Resultado Líquido / Vendas × 100
• Mostra o lucro obtido pela empresa por cada unidade monetária de vendas.

Rotação do Ativo Total = Vendas / Ativo Total × 100
• Mede o grau de eficácia na utilização dos Ativos. 

Rendibilidade do Ativo Total = Res. Líquido / Ativo Total × 100
• Mostra o lucro obtido pela empresa por cada unidade monetária investida, ou seja, a rendibilidade do investimento realizado.
 

PLANEAMENTO, PROGRAMA E ORÇAMENTO

O planeamento é uma atividade contínua, sistemática e disciplinada que consiste em ordenar e estruturar as tarefas a desenvolver, de modo a que se alcancem determinados objetivos previamente fixados.
Consoante o tipo de decisões a tomar, o planeamento pode ser:
• de curto prazo – horizonte de execução inferior a um ano;
• de médio prazo – entre 1 e 5 anos;
• de longo prazo – horizonte de execução superior a 5 anos.

 
O programa, mais detalhado que o plano, estabelece as atividades ou os passos necessários para a concretização de um plano, sendo necessário definir:
• Ações – que atividades/tarefas é preciso desenvolver?
• Responsabilidades – quem são os responsáveis pela execução das tarefas?
• Recursos – que meios (humanos, técnicos, financeiros) são necessários para realizar as tarefas?
• Calendarização – quando serão executadas as tarefas?

O orçamento, do ponto de vista de planeamento, consiste na tradução financeira dos planos e dos programas.
O orçamento, antes de tudo, é um instrumento de decisão e ação, sendo, por isso, muito mais do que fazer previsões e apurar desvios, representando uma forma de controlo a priori, que condiciona a tomada de decisões futuras.

O orçamento desempenha seis funções fundamentais:
• Planeamento - uma vez que exige que se estabeleça objetivos quantificados;
• Motivação - ao envolver a participação das pessoas, aumenta a sua responsabilidade e motivação;
• Coordenação - funciona como um elemento agregador dos diversos orçamentos parciais, coordenando as atividades e facilitando o seu acompanhamento por parte da gestão;
• Descentralização - porque vai consolidar diversos planos de ação;
• Comunicação - permitindo a circulação de informação, tanto a nível vertical como horizontal;
• Avaliação e controlo - no sentido restrito de controlo, o apuramento dos desvios possibilita efetuar ações corretivas.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

QUOTA DE MERCADO

A maioria dos mercados atuais apresentam as características de mercados de concorrência monopolística:
• Existem muitas empresas a oferecer o produto e muitos consumidores a procurá-lo;
• Os produtos são diferenciados (diferentes marcas, modelos, embalagens, etc.);
• As empresas têm alguma capacidade de controlo do preço devido à diferenciação dos produtos;
• Existe muita concorrência entre as empresas, as quais recorrem com muita frequência à publicidade e ao marketing para promover os seus produtos.

O indicador mais utilizado para situar a posição concorrencial de um produto, de uma marca ou de uma empresa é a quota de mercado.


A quota de mercado pode ser calculada em quantidade ou em valor.

Exemplo:

Supondo que o mercado dos refrigerantes de sumo sem gás se encontra assim distribuído (em milhares de euros):
• Trina ........................................... 225
• Joi .................................................50
• Sucol ............................................ 35
• Outras marcas ...............................190

A quota de mercado das três primeiras marcas é:
• QM (Trina) = 225 / 500 × 100 = 45%
• QM (Joi) = 50 / 500 × 100 = 10%
• QM (Sucol) = 35 / 500 × 100 = 7%

Podemos, assim, concluir que a marca Trina é responsável por 45% das vendas totais de refrigerantes sem gás, enquanto a Joi e a Sucol são responsáveis por 10% e 7%, respetivamente.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

GESTÃO DE CONFLITOS

Conflito é uma situação de confronto de opiniões, divergência de ideias ou pontos de vista entre duas entidades individuais ou coletivas.
Nos negócios, os conflitos mais frequentes são aqueles que dizem respeito a:
▫ progressão na carreira;
▫ disputa de poder;
▫ metas e bónus;
▫ falta de comunicação;
▫ processos administrativos pouco inteligentes.

Muitos conflitos têm efeitos negativos e prejudiciais, podendo levar à destruição de uma relação de trabalho, pois consomem demasiada energia individual, impedindo a pessoa de investir no seu desempenho.
Eis alguns efeitos negativos dos conflitos:
▫ Degenerar em disputas e desavenças de caráter pessoal;
▫ Contribuir para a instabilidade emocional dos indivíduos e das equipas de trabalho;
▫ Desenvolvimento de ideias preconcebidas acerca dos outros;
▫ Criação de um clima negativo.

No entanto, se forem bem resolvidos, os conflitos têm também um lado positivo que é preciso realçar.
Eis alguns efeitos positivos dos conflitos:
▫ Permitem o desenvolvimento de ideias criativas e inovadoras;
▫ Permitem encontrar novas formas de organização do trabalho;
▫ Permitem manter um certo nível de inconformismo, indispensável ao desenvolvimento e evolução;
▫ Permitem manter a vitalidade ao nível dos indivíduos, das equipas e das organizações.


Para uma boa resolução de conflitos, é necessário que o gestor de equipas tenha as seguintes capacidades:
Saber comunicar
▫ sem diálogo não há comunicação nem solução possível para os problemas;
▫ a maioria dos erros, omissões, irritações, atrasos e conflitos é causada por uma comunicação inadequada.
Saber ouvir
▫ ouvir ativamente, pois metas e intenções não compreendidas levam sempre a uma resolução sem sucesso;
▫ demonstrar interesse genuíno pela pessoa que fala e pelo assunto;
▫ evitar criticar ou tentar dirigir a conversa;
▫ adotar uma posição afirmativa, mostrando respeito pela outra pessoa.
Saber perguntar
▫ Saber perguntar é uma outra faceta do ouvir ativamente, pois quem pergunta conduz a conversa.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

GESTÃO DE CLIENTES

Há algum tempo atrás o marketing de massas gerava a condição de vender ou "empurrar” produtos aos clientes.
Isto era muito comum, até o mercado ser inundado por inúmeras empresas a oferecer produtos idênticos.
Hoje a maioria das empresas tem conhecimento de que os clientes estão mais críticos e seletivos, facto que se acentuou com as redes sociais (Twitter, Facebook, LinkedIn…) que afetam ainda mais o consumo e as empresas, gerando comentários, críticas ou elogios em instantes.

Atualmente, o cliente está no centro das atenções da empresa,
sendo ele que “comanda” a organização.

Para entendermos como a gestão de clientes funciona, devemos começar com a compreensão do perfil do cliente:
▫Quem é o cliente? (sexo, idade, profissão…)
▫Quais as suas necessidades?
▫O que espera do nosso produto?

Uma das metodologias mais aceites e utilizadas propõe quatro diferentes etapas na gestão de clientes: identificar (I), diferenciar (D), interagir (I) e personalizar (P), conhecida como metodologia IDIP.

Identificar
Para que seja possível definir o perfil de cada cliente, é necessário identificá-lo, sem margem para erro, conhecendo o seu estilo, comportamento e necessidades particulares.

Diferenciar
Depois de identificado, temos de diferenciar o cliente, tratando de saber o que representa este cliente em termos de valor para a nossa empresa e quais são as suas necessidades específicas:
▫Diferenciação por valor
▫Diferenciação por necessidade

Interagir
Quanto mais contactos tivermos com o nosso cliente, mais dados teremos sobre ele e mais poderemos aprender sobre o seu comportamento e necessidades.

Personalizar
Se já conseguimos identificar o nosso cliente, já sabemos o que representa para nós e conhecemos as suas necessidades específicas através das várias interações que teve connosco, só falta mesmo dar-lhe o que ele procura: serviços ou produtos personalizados.


quinta-feira, 31 de outubro de 2013

DIA MUNDIAL DA POUPANÇA

Este ano, como forma de assinalar o Dia Mundial da Poupança, deixo aqui algumas dicas que poderão ajudá-lo a poupar mais.

 
1. Faça um orçamento mensal de todos os rendimentos e despesas que prevê efetuar, incluindo também as despesas anuais (como seguros e IMI) divididas por 12. Veja o artigo publicado neste blogue sobre Orçamento Familiar.

2. Tente, todos os meses, poupar algum dinheiro para constituir um fundo de emergência no valor de, pelo menos, três vezes o seu rendimento mensal.

3. Sempre que possível, faça as suas refeições em casa. Se almoçar cinco dias por semana num restaurante, gasta, no mínimo, 132€ por mês. As refeições pré-cozinhadas também são mais caras.

4. Verifique regularmente a pressão dos pneus do seu carro - um valor incorreto pode aumentar o consumo de combustível em 5%. Abasteça nas marcas low cost e utilize os descontos das gasolineiras.

5. Nunca se esqueça de comparar os preços dos produtos por quilo ou por litro, em vez de o fazer por embalagem.

6. Vá ao supermercado fora das horas das refeições e evite levar crianças. Faça sempre uma lista de compras e estipule um valor máximo a gastar.

7. Procure as promoções e ofertas especiais mas não compre por comprar. Prefira as embalagens familiares e lembre-se que nem sempre as marcas brancas são mais baratas.

8. Pode vender na internet tudo o que já não utiliza com regularidade e assim ganhar algum dinheiro extra.

9. Poupe água; veja algumas dicas de como o fazer no artigo Dia Mundial da Poupança - Vamos poupar água.

10. Poupe energia; veja algumas dicas de como o fazer no artigo Energia e ambiente.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

PREVENIR CONFLITOS DE CONSUMO

A melhor forma de resolver conflitos de consumo é começar pela prevenção.
Aqui ficam algumas dicas.

Antes de comprar
• Informe-se se as características do produto/serviço se adequam à sua necessidade.
• Compare preços.
• Informe-se sobre as condições de troca.
• Informe-se sobre a garantia e a assistência pós-venda.
• Se necessário peça orçamento escrito e discriminado.
• Se houver contrato escrito peça tempo para o ler atentamente; não decida de imediato.
• Informe-se sobre as condições de entrega do bem e eventuais custos.
• Evite tomar decisões de compra por impulso, sobretudo nas vendas na rua, à porta, por telefone, em excursões, etc... é preferível ter tempo para pensar melhor e aconselhar-se.


Quando receber o produto/serviço
• Veja se as condições do contrato estão de acordo com o que pretende.
• Verifique o produto no ato da entrega.
• Veja qual o documento que serve de garantia.
• Guarde a fatura/recibo; é necessário em caso de pretender trocar ou reclamar.
• Caso o vendedor permita trocas ou devoluções não obrigatórias (troca/devolução de bens sem defeito), guarde o documento que o comprove e verifique as condições em que tal pode ser feito.

Atenção ao conteúdo dos contratos escritos
• Verifique se o que está escrito nas cláusulas do contrato é bem claro para si e não assine documentos sem os ler cuidadosamente e compreender o que está a assinar.
• Peça tempo para reflexão e aconselhe-se em caso de dúvida.
• No caso de uma compra a crédito pode estar a assinar mais do que um contrato: um de compra e venda e outro de crédito que, por vezes, aparecem no mesmo documento.
• Verifique todas as condições.

Fonte: Direção-Geral do consumidor