No passado dia 5 de Maio, no âmbito da área de formação tecnológica, tivemos oportunidade de ver “ao vivo” um projecto de um apartamento equipado com um sistema de domótica, mais conhecido por “casa inteligente”.
O termo “Domótica” resulta da junção da palavra “Domus” (casa) com “Telemática” (electrónica + informática). São estes dois últimos elementos que, quando utilizados em conjunto, rentabilizam o sistema, simplificando a vida diária das pessoas, satisfazendo as suas necessidades de comunicação, de conforto e de segurança.
A domótica permite um controlo mais eficaz de todos os equipamentos da casa, sendo possível, através de um simples telemóvel ou até mesmo da internet, ter acesso aos comandos que regulam toda a casa. Preparar o jantar e o duche, mesmo antes de chegar a casa, foram coisas impensáveis num passado recente. O conforto e liberdade que este ramo da ciência electrónica e virtual permite ao ser humano, é sem dúvida uma grande inovação, mas na minha opinião, pode contribuir para o aumento do sedentarismo e para um aumento do facilitismo que, uma vez consciencializado, pode ser prejudicial em outras vertentes do quotidiano.
A domótica também tem outras vantagens para além do conforto: a poupança resultante de uma maior eficiência energética!
Nos dias que correm, a redução de custos tornou-se uma preocupação constante por parte das famílias e das empresas. A definição de casa inteligente, não é nada mais que uma utilização adequada da domótica. Esta permite um controlo de toda a iluminação e equipamentos através de programação automatizada, reduzindo assim custos excessivos com a sua utilização.
As empresas começam ainda a despertar para este ramo da domótica, mas as vantagens em adquirir estes equipamentos são muitos. A domótica permite que tarefas rotineiras, como controlo de equipamentos básicos das empresas, fiquem programadas automaticamente, libertando assim funcionários e chefias para executarem tarefas que considerem mais importantes. A racionalização do consumo de energia é mais adequada, reduzindo custos e aumentando assim a competitividade. Os custos de aquisição em domótica ainda são excessivamente caros, mas no entanto, com os preços da energia a subirem significativamente em cada ano, a domótica é um investimento que tem o seu retorno a médio e longo prazo, devido à poupança de energia que proporciona.
Por todas as razões acima referidas, a domótica é uma variável a considerar em qualquer projecto de investimento.
Trabalho realizado pelos formandos do Curso EFA, Turma TAG2
Escola Secundária D. Sancho I, V. N. Famalicão
