Os capitais próprios são aqueles que não têm qualquer contrapartida fixa de remuneração, ou seja, trata-se de capital que pode ou não ser remunerado de acordo com a rendibilidade gerada pela empresa.
Os capitais alheios, por seu lado, são aqueles que têm à partida uma remuneração mínima fixada (que pode ser uma taxa fixa ou variável, de acordo com uma taxa de referência de mercado) e que em regra possuem um esquema de reembolso previamente definido.
O conceito de "custo de capital" é normalmente associado ao retorno que determinado investimento deve proporcionar, sendo definido como a taxa de remuneração exigida pelos investidores, tendo em conta o risco do negócio.
Particularizando ao nível das empresas, o conceito de custo do capital prende-se com as decisões dos investidores sobre os activos em que investir e a forma de os financiar, tendo presente a maximização do valor da empresa.
Tradicionalmente, os projectos são financiados através do recurso a capitais alheios e a capitais próprios, estando associado a esses capitais um custo específico.
Conhecidas as percentagens, relativamente ao total, de cada uma das formas de financiamento utilizadas e o respectivo custo (depois de impostos), pode-se então calcular o custo médio ponderado do capital. Este deve ser a base para a determinação da taxa de avaliação dos projectos.
EXEMPLO:
Imaginemos um determinado projecto de investimento no montante de 1.500.000 euros financiado da seguinte forma:
* Capitais próprios: 875 000 euros com uma remuneração desejada de 15%;
* Capitais alheios:
- Empréstimos bancários: 375 000 euros com um custo efectivo de 8%;
- Leasing: 250 000 euros com um custo efectivo de 8,5%.
O custo médio ponderado do capital podia ser calculado no quadro que se segue: