segunda-feira, 19 de Novembro de 2007

JUST IN TIME

O just-in-time é uma filosofia operacional com o objectivo básico de eliminar desperdícios, considerando desperdício tudo o que vai para além do mínimo indispensável para acrescentar valor a um produto. Esse mínimo aplica-se ao tempo, mão-de-obra, materiais, espaço, máquinas, etc. Só se deve, assim, comprar e produzir aquilo de que se necessita e quando se necessita.
A redução de stocks permite diminuir drasticamente os encargos com os capitais circulantes, sendo os ganhos tanto maiores quanto maior for a taxa de juro. Além disso, o just-in-time permite aumentar a competitividade e reduzir os custos, o que se consegue respondendo melhor e mais rapidamente às exigências dos clientes, impulsionando a flexibilidade, a qualidade e a produtividade, e combatendo o desperdício sob todas as formas.
Podemos resumir o just-in-time numa imagem semelhante aos 5 zeros olímpicos:
Zero stocks – através de um controlo rigoroso do fornecimento de materiais (MRP – Materials Requirements Planning) e flexibilidade nas mudanças de produção, com uma reduzida utilização de stocks de produtos em vias de fabrico e de produtos acabados.
Zero defeitos – praticando-se uma gestão para a qualidade total (TQM – Total Quality Management) que implica:
- forte investimento na formação das pessoas em todos os sectores da empresa;
- elevada qualidade do produto;
- uso de tecnologia sofisticada para eliminar, o mais possível, erros humanos.
Zero avarias – implica formação permanente dos operários, assim como um plano e estratégias de manutenção do equipamento (TPM – Total Productive Maintenance).
Zero atrasos – mobilidade na alteração de programas de fabrico, com diminuição do índice de rejeições e do índice de avarias (TQM + TPM + kanban), o que, em conjunto, faz diminuir os prazos de entrega.
Zero papéis – eliminação de circuitos burocráticos pelo recurso a tecnologias de informação e comunicação.

Fonte: Organização e Gestão Empresarial, Porto Editora (adaptado)

2 comentários:

Eduardo Guimarães disse...

Just in time é uma filosofia ou modelo que os novos gestores das empresas encontraram para fazer face à competitividade e qualidade dos produtos por ela fabricados.
Este conceito de just in time passa então pelo sistema de processo produtivo, cujo objectivo é evitar os desperdícios, de modo a que o produto depois de fabricado tenha o mínimo de custo possivel, obtendo assim um valor acrescentado. Com este sistema as empresas empenham-se em comprar só o que for necessário para o produto tendo em conta uma boa escolha do seu fornecedor, assim como os esforços de todos na empresa com objectivo de aumentar a flexibilidade da empresa, diminuir os prazos de entrega, diminuir os custos com as compras, despesas com o pessoal, etc. Concluiria com as indispensaveis necessidades de todo um conjunto de formação adequada para todos quanto trabalham na empresa para que esta continue a ter sucesso com o seu produto, tanto na quantidade como na qualidade.

Celeste Ferreira disse...

O just in time surgiu no Japão a seguir a segunda Guerra Mundial, num momento em que o pais atravessa uma fase difícil devido a falta de capital, matérias-primas, falta de pessoas para trabalhar, espaço e equipamento adequados, para alem disso precisava de competir com outros empresários americanos do ramo automóvel como foi no caso da Toyota. Neste ramo havia pouca variedade de modelos e cores, e era necessário ter bastante flexibilidade para produzir pequenos lotes com bom nível de qualidade. O just in time tem como objectivo eliminar desperdícios, tudo o que é desnecessário acrescentar no valor do produto. Tem também como objectivo reduzir tempo, mão-de-obra, materiais, espaço e máquinas. Assim, só se compra e se produz quando necessário. A redução de stocks é fundamental porque evita maiores encargos, permitindo ganhos consoante as quantidades pedidas.
Aplicando o just in time nas empresas permite aumentar a competitividade e reduzir custos, conseguindo obter melhores resultados, atingindo rapidamente as exigências dos seus clientes, com flexibilidade, qualidade, produtividade, combatendo todos os desperdícios. Muitas empresas hoje adoptam os conceitos que a Toyota implementou com tanto sucesso e que traduzem uma eficiente gestão das operações de produção, a optimização do Layout dos equipamentos, o nivelamento dos planos de produção, o controlo de qualidade total e a orientação para o mercado.